Abbi Glines: entre ser diva e ser repetitiva



Recentemente a Editora Arqueiro lançou o primeiro livro da série Rosemary Beach: Paixão Sem Limites (Fallen Too Far, no original). Eu li e não parei até ter terminado. Na verdade, não fiquei satisfeita com o primeiro livro e procurei os e-books do segundo, Never Too Far, e o terceiro, Forever Too Far. Não satisfeita, ainda mergulhei nos spin-off Twisted Perfection e seu final Simple Perfection. No momento, parei por aqui, mas a série da ensolarada Rosemary Beach não acaba aí. Mas isso é outra história.

Em Paixão Sem Limites, nós conhecemos a história de Blaire e Rush. É um romance erótico, pronto falei, mas é aquele verdadeiro romance erótico: tem história, o erotismo é apenas uma parte bônus que é até legal para pessoas como eu que não são acostumadas com essas leituras (é sério, não me julguem!). Blaire é uma personagem cativante, uma garota inocente que já viveu muito ao cuidar sozinha de sua mãe doente, mas ela acaba falecendo e Blaire tem que ir atrás do pai que as abandonou quando as duas mais precisavam. É quando ela conhece Rush, o filho da atual esposa de seu pai.

Eu não quero falar dos livros em si, então não vou contar a história deles. Só basta saber que Rush é o típico gostosão que faz qualquer garota delirar só de olhar pra ele (o cara é filho de um integrante da mais famosa banda de rock atual) e ele tem tudo na vida. O amor deles nasce daquela coisa: ele é mulherengo e não se prende a ninguém e Blaire não está exatamente afim dele - apesar de acha-lo, com razão, um pedaço de mal caminho. E também tem um segredo por trás da história de Blaire que, mesmo que Rush queira se envolver com ela por uma noite, ele não pode. E tentando não levar ela pra cama, ele vai conhecendo-a melhor e acaba se apaixonando.

Olha eu enrolando de novo. Mas agora eu já mostrei os pontos. São dois personagens fortes e os três livros são muito bons (menos o último, eu o achei desnecessário). Abbi Glines tem uma narrativa ótima, sem compromissos, leve, sabe? E ela balanceia o livro sobre o ponto de vista dos dois personagens a partir do segundo livro. E na duologia de Perfection também é assim. Em Forever Too Far também temos o ponto de vista de dois outros personagens secundários que ganharam sua própria historia, Grant e Harmony.

Aí que está, em qualquer livro é o mesmo enredo: tem o cara gostosão por quem todas pagam uma, o rico, lindo, etc e tal, que nunca se apaixonou, tem a mocinha desconhecida, sem nada na vida - Harmony foge um pouco desse padrão, mas ela também se encaixa na parte que a mocinha tem que ser inocente e descobrir o prazer com esse tal cara. E eu ainda não entendi por que todos os personagens masculinos que a Abbi criou tem que se tornar hiper mega super protetor, "o homem das cavernas" como ela mesma repete com Rush e Woods (de Perfection).

São enredos que se entrelaçam, cada livro tem seu foco principal, mas ao mesmo tempo parece que estamos lendo o mesmo personagem em situações e com nomes diferentes.Isso fica chato às vezes, porém é aí que Abbi Glines me conquistou: mesmo sendo repetitiva, ela dá um toque em seus livros que eu não consegui parar de ler e mesmo após ter terminado, seus personagens ficam fazendo burburinho em minha mente e até conseguiu me deixar de coração partido com o final na história de Woods e Della em Perfection.

Fico nesta dúvida entre deixar Abbi Glines no meu altar de divas ou não, mas sei que ela é sim uma de minhas favoritas e que, apesar de seu defeito, vou devorar os próximos livros de Rosemary Beach totalmente!
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Sou eu...


Fui criada de uma maneira: A maneira que eu faço as coisas do meu jeito e arco com as mesmas.

Então eu não suporto quando tentam controlar meus horários. Quando tentam controlar a minha hora de dormir, de fazer meus deveres, de usar meu computador, de assistir televisão, de comer, de tomar banho, de me vestir... Eu decido, são escolhas minhas e eu deveria as fazer a hora que eu quiser sem ter ninguém no meu pé pra reclamar. 

No final, sou eu que vou lidar com qualquer consequência dessas minhas decisões, sou eu que vou ficar com sono no dia seguinte, sou eu que vou ficar sem fazer meus deveres, sou eu que vou ficar com a vista doendo por usar tanto o pc ou assistir televisão, sou eu que vou ficar com fome, sou que que vou ficar fedida, sou eu que vou ficar atrasada. Sou eu, sou eu, sou eu.

Não gosto de ser controlada nas coisas básicas da minha vida, coisas que não afetam em nada a vida dos outros, só a minha. Então qual problema de eu decidi-las? 

Quem se ferra no final sou eu.

Sou sempre eu.
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