O bom da decepção é a inspiração!

O tempo passa, lições são vividas e aprendidas, mas nada impede que os erros sejam repetidos. Prometi tanto que não deixaria mais ninguém se aproximar, que ninguém derreteria o castelo de gelo que construí em volta de mim. Cumpri a promessa por um bom tempo. Conheci e me apeguei a pessoas... me obcequei por algumas, mas nada além... Nunca entreguei meus pensamentos a nenhuma delas.

Até você aparecer. Chegou de leve, suave e me mimando. Brincou comigo, brinquei com você, brincamos juntos, nos curtindo em nosso mundo paralelo, particular. Nunca liguei pro que diziam-me sobre você, nunca me importei se você prestava ou não, o que me importava era quem você era ali comigo. Curtia nossos momentos, mas nunca realmente me entreguei. Foi um baque quando descobri que você fazia a mesma coisa que eu: se protegia. De mim. Você tinha medo de mim. Medo de meu jeito largado, de meu jeito de festar, de meu jeito menina que não sabe o que quer. E ao descobrir isso eu tive vontade de mudar. Tive vontade de tirar as barreiras que impus ao meu redor. Quis que você enxergasse o que eu descobri, que você lesse nas entrelinhas do meu livro. Quis deixar a menina festeira de lado e te mostrar a mulher companheira que eu sou também. Pisei em meu orgulho tantas vezes, fui atrás mesmo quando o erro não foi meu, mas você nunca enxergou. Você brigava comigo, eu brigava com você, passava dias um testando o outro e sempre pisava em mim pra ir te procurar. Eu sempre sentia falta, você nunca deu atenção, nunca se importou de verdade, apesar do que dizia. Aí eu pedia manhosa para te ver e você concordava, então tudo ficava bem!

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Só pra reviver um pouco sentimentos passados

 
20 de Julho de 2011

Você me disse tantas coisas e a que ficou na minha cabeça foi "Eu só tenho medo de perder você".. Você lembra? Você lembra da minha resposta? Eu disse que era mais fácil você enjoar de mim do que me perder. Olha só eu prevendo o futuro.

Eu me acostumei a sua presença, eu me acostumei as suas visitas, ao seu jeito, eu me apeguei a você de tal forma que eu sinto meu coração bater mais forte toda vez que passo por um lugar que eu sei que esta, mesmo que eu não lhe veja. Eu torci tanto para não me envolver desse jeito contigo. Por que sabia que faria isso, iria ser idiota igual todos os outros caras que aparecem. Por que você teve que ser assim? Por que daquela primeira vez que estávamos distante você precisou "deixar tudo claro"? Que droga. Por que você tem que ser assim tão como todos? Eu queria que você tivesse sido diferente, eu queria que você estivesse aqui agora e que eu não precisa-se escrever isso.

Você também me disse uma vez que tem lá seu jeito de se proteger. Esse seu jeito de se proteger acabou me machucando. Isso não é justo, é? Eu nunca ia te magoar, você não precisava se proteger de mim. Eu queria ter lhe dito isso antes, mas sabe que cada vez que a gente ficava juntos eu não conseguia falar nada, eu pensei que você pudesse entender meu silencio. Lembra também quando você achou que soltava muitas indiretas meio que pra ti? Bem, ultimamente tem sido assim. Você percebeu? Ou você esta tão ocupado assim com tantas outras que nem ao menos presta atenção em mim? Acho que é isso mesmo.

Meus amigos devem mesmo ter razão quando me chamam de idiota ao perceberem que eu estou triste por saudades que sinto tua. Caralho, como eu sinto sua falta. Sinto falta de seu abraço, eu me sentia tão melhor quando eu podia tê-lo. Mas olha só como é a vida, agora você passa e nem comigo fala mais. Vira a cara, como se eu fosse uma qualquer. Deve ser isso mesmo não é? Eu não crio nunca expectativas com alguém, mas eu criei com você, eu quis passar tanta coisa ao seu lado, mas vê só o que temos agora. É, nada. Eu lhe disse uma vez que eu era tua amiga acima de tudo, eu queria que você pelo menos me considerasse desse jeito no final. Mas né... deixa pra lá.
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Não me entenda mal!



Não é que eu ainda sinta algo, mas é que as vezes me bate uma pequena saudade de você, sabe? Do que tivemos, do que não tivemos, do que poderíamos ter tido antes e até depois de tudo. Também sinto vontade de você, mas não do modo que pensas... sinto vontade de ser sua amiga, participar de sua vida como era antes de tudo. Sempre falo para as pessoas o quanto você sempre foi um cara divertido, uma pessoa legal apesar de vários defeitos (afinal, quem não os tem?). Volta e meio falo, tentando me entrosar em seu dia, me encaixar, me sinto pegando migalhas e sinto que você sente receio. Receio de que eu talvez ainda lhe queira daquele jeito, mas por favor pare de me entender mal. Sou péssima em permitir que pessoas saiam de minha vida, me fazem uma falta danada, por mais perdidas que elas estejam. Mas meu pressentimento me diz que você não está perdido, que a gente ainda tem o que viver, o que aprontar, o que compartilhar, e não falo isso de um modo romântico, apenas de um modo... não sei, geral, de amigos, de parceiros. Eu só queria que você entendesse isso e parasse de colocar essa barreira e esse medo todo.
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Insistir ou se afastar?

 

Sempre costumo dizer que me fecho para as pessoas erradas. Mas, será mesmo? Me protejo de qualquer um que se aproxime e levo na brincadeira, trato-os como sinto que vão me tratar... Como uma presença passageira. Se vai passar, então por que me acostumaria com algo que vai embora? Brinco, falo bobagens, chamo atenção, procuro pra conversar, invento assuntos idiotas – enquanto eu fizer essas coisas, lembre-se, você é um nada para mim

Mas então eu paro.

Não procuro, não invento nada, passo dias sem falar, sem dar um sinal de vida... É aí que tudo começa a dar errado. Isso significa que se tornou algo para mim.  Se eu ignoro é por que me importa; se eu vejo que não vai dar resultado, eu me afasto. Não consigo tomar uma atitude, não consigo transformar em algo melhor do que aquela brincadeira.

Então eu perco. Perco o que poderia ter dado certo, perco o que poderia ter sido momentos melhores, momentos realmente felizes e não essa felicidade vazia com a qual estou acostumada. Perco as risadas, os assuntos banais que iriam ser importantes, perco o que poderia ser algo.

Mas será mesmo? Se no momento em que eu sinto que você esta começando a ter alguma relevância dentro de mim, eu for atrás, tomar atitudes de verdade, procurar você, será que valeria a pena? Ou você seria que nem eu, que não leva nada a serio e continua nessa etapa da vida?

Bem, eu não sei. Prefiro não saber. Prefiro continuar com a brincadeira e se começar a se tornar algo sério para mim, eu afasto. Afasto por que é o melhor para fazer. Sou fechada, um castelo de gelo que duplica sua frieza ao sentir o menor das faíscas...
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Equilíbrio

 

Você me confunde com essas garotinhas que passaram em sua vida antes de mim. Mas, querido, me desculpe, você não tá lidando com uma criança. Não vou ser como essas suas namoradinhas que precisam de você a cada segundo para se sentir bem.

Se eu te ligo, te chamo para conversar, te mando algum tipo de mensagem, é por que gosto de sua companhia; preocupe-se quando eu não fizer isso. Se me ver sendo fofa, carinhosa, te conselho a aproveitar. Pois o dia seguinte pode vir com tempestades. É assim que eu sou, gosto de equilíbrio. Preciso mantê-lo, preciso manter os meus pés no chão. Gosto de voar, mas só me jogo quando tenho certeza que eu estarei lá embaixo para me segurar; nunca vou esperar outro alguém para garantir a minha segurança.
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