Insistir ou se afastar?

 

Sempre costumo dizer que me fecho para as pessoas erradas. Mas, será mesmo? Me protejo de qualquer um que se aproxime e levo na brincadeira, trato-os como sinto que vão me tratar... Como uma presença passageira. Se vai passar, então por que me acostumaria com algo que vai embora? Brinco, falo bobagens, chamo atenção, procuro pra conversar, invento assuntos idiotas – enquanto eu fizer essas coisas, lembre-se, você é um nada para mim

Mas então eu paro.

Não procuro, não invento nada, passo dias sem falar, sem dar um sinal de vida... É aí que tudo começa a dar errado. Isso significa que se tornou algo para mim.  Se eu ignoro é por que me importa; se eu vejo que não vai dar resultado, eu me afasto. Não consigo tomar uma atitude, não consigo transformar em algo melhor do que aquela brincadeira.

Então eu perco. Perco o que poderia ter dado certo, perco o que poderia ter sido momentos melhores, momentos realmente felizes e não essa felicidade vazia com a qual estou acostumada. Perco as risadas, os assuntos banais que iriam ser importantes, perco o que poderia ser algo.

Mas será mesmo? Se no momento em que eu sinto que você esta começando a ter alguma relevância dentro de mim, eu for atrás, tomar atitudes de verdade, procurar você, será que valeria a pena? Ou você seria que nem eu, que não leva nada a serio e continua nessa etapa da vida?

Bem, eu não sei. Prefiro não saber. Prefiro continuar com a brincadeira e se começar a se tornar algo sério para mim, eu afasto. Afasto por que é o melhor para fazer. Sou fechada, um castelo de gelo que duplica sua frieza ao sentir o menor das faíscas...

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